
Ser para O Outro
- silvestreale3
- 25 de jun. de 2022
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Como modo de relação, nem o género nem a sexualidade são nossa propriedade, ao invés disso, constituem-se como modo de ser desapropriado, de ser para o outro, em virtude de um outro. Constituímo-nos em relação com os outros, mas é por esses elos de ligação que ficamos expostos à vulnerabilidade e à perda. O corpo é interface para o olhar, para o toque, mas também para o risco de violência, de instrumentalização de que podemos ser agentes ou vítimas e, no limite, recorda-nos da nossa condição de mortais.
Judith Butler
(Ilustração de Hernan Bas)




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